REFLETINDO SOBRE A MORTE COM ACADÊMICOS DE MEDICINA

Camila Ricci Calasans, Cloud Kennedy de Sá, William Azevedo Dunningham, Wania Marcia de Aguiar, Solange Tavares Rubim de Pinho

Resumo


Introdução A morte e o ato de morrer são condições presentes na prática dos profissionais de saúde. Neste contexto, o acadêmico de Medicina, dentro da sua formação, aprende a comprometer- se com a vida e a morte de pacientes pode ocasionar sentimentos negativos e angústicas diante da fragilidade da condição humana. Objetivo: Verificar as percepções e atitudes dos estudantes de medicina de uma IES de Salvador-Bahia, diante de situações que abordam a morte e pacientes terminais. Metodologia: Estudo descritivo tipo corte transversal realizado através da aplicação de um questionário objetivo utilizando a Escala de Likert para comparação do grau de concordância diante de assertivas através do ranking médio de alunos selecionados via amostragem sistemática randomizada do 1º ao 12º semestres do curso de Medicina da Faculdade de Tecnologia e Ciências de Salvador. Resultados: Os estudantes de medicina da FTC consideram importante o paciente saber da sua doença independente da gravidade e o conhecimento da gravidade da doença não contribui para piora do estado de saúde do paciente. Os estudantes não possuem uma opinião a respeito de estar preparado para lidar com a morte e com o morrer e mostraram uma tendência discordante em relação à competência do seu curso de medicina para o enfrentamento da morte. Os estudantes acreditam ser importante que o profissional de saúde tenha alguma crença religiosa para tratar situações de morte e pacientes terminais. Revelaram uma tendência concordante em serem reanimados caso estivessem com uma doença grave e sofressem uma parada cardiorrespiratória, além de concordarem em não fazer RCP de familiar que tivesse manifestado previamente o desejo de não ser reanimado se tivessem uma uma doença grave. Houve diferença significativa entre os grupos de semestres analisados sobre o grau de intensidade afetiva do médico frente ao paciente considerado terminal. Conclusão: os estudantes de medicina consideram importante a comunicação na relação médico-paciente, permitindo aos doentes conhecer sua enfermidade sem prejuízo do seu estado de saúde. Diante dos resultados de despreparo pessoal e do curso para temas de morte e pacientes terminais, é necessária, na graduação médica da FTC, uma discussão maior de temas e vivências a respeito do assunto. 


Palavras-chave


Estudantes; Medicina; Morte; Morrer

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APOIO

Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria. ISSN: 1414-0365