IMPACTO DA ESTIMULAÇÃO CEREBRAL PROFUNDA EM PACIENTES COM DOENÇA DE PARKINSON

Gabriel Alves, Henrique Ballalai Ferraz, Lorena Broseghini Barcelos, Murilo Martinez Marinho

Résumé


A doença de Parkinson (DP) é um transtorno neurodegenerativo decorrente da diminuição da produção da dopamina no corpo estriado. O tratamento da DP é feito basicamente por medidas farmacológicas, mas nas fases avançadas, principalmente decorrente das flutuações motoras associadas ao uso da levodopa, apenas o tratamento farmacológico não basta. Nesse momento, a técnica estimulação cerebral profunda (DBS - "deep brain stimulation") subtalâmica aparece como uma alternativa terapêutica. Nosso estudo foi realizado com o objetivo de analisar a influência do tratamento com estimulação cerebral profunda subtalâmica sobre a qualidade de vida dos pacientes com DP. Para isso, foram utilizadas duas escalas, comparando-se os resultados pré e pós-operatórios: Inventário de Depressão de Beck - BDI (avalia o aspecto emocional dos pacientes) e PDQ-39 (avalia aspectos motores e relações sociais). Nós observamos que na avaliação do humor (BDI), os pacientes apresentaram uma melhora média de 9,5%; enquanto nos escores de qualidade de vida (PDQ-39), apresentaram uma melhora média de 10,28%. Portanto, pode-se concluir que os pacientes com DP submetidos à técnica de estimulação cerebral profunda subtalâmica ou palidal apresentam uma importante melhora da qualidade de vida, sendo um grande adjuvante no combate à doença de Parkinson.


Mots-clés


Deep Brain Stimulation; Doença de Parkinson; Depressão

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Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria. ISSN: 1414-0365